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Licenças GPL Banidas do market do WP7

Há semelhança da Apple a Microsoft escolheu não autorizar aplicações que estejam ao abrigo de licenças GPL no seu market. Mas ao contrário da Apple, que escolheu não fazer referência directa à licença GPL na proibição desta na Apple Store, a Microsoft escolheu uma forma clara e um pouco curiosa de o demonstrar.

Esta notícia surge num fórum da Nokia, em que um utilizador diz que passou todo o dia a migrar código Symbian C++ para o Windows phone, mas que na hora de fazer o upload do código encontrou informações inconsistentes. “A aplicação não deve incluir software, documentação ou outros materiais que, no todo ou em parte, são regidos por uma Licença Excluída.“  Aqui o termo “Licença excluída” pode gerar confusões, mas a Microsoft não deixa margens para dúvidas e explica explicitamente:

“Licença Excluídas” significa qualquer licença que exija, como condição de uso, modificação e / ou distribuição do software sujeito à licença, que o software ou outro software combinado e / ou distribuído com que seja (i) divulgado ou distribuído na forma de código fonte, (ii) licenciado para efeitos de criação de trabalhos derivados, ou (iii) redistribuído sem nenhum custo. Licenças Excluídas incluem, mas não só, licenças GPLv3. Para efeitos desta definição, “Licenças GPLv3”, o GNU General Public License versão 3 da GNU Affero General Public License versão 3, o GNU General Public License versão 3, e em qualquer equivalente ao anterior. Segue o texto original,

“The Application must not include software, documentation, or other materials that, in whole or in part, are governed by or subject to an Excluded License, or that would otherwise cause the Application to be subject to the terms of an Excluded License.”

“”Excluded License” means any license requiring, as a condition of use, modification and/or distribution of the software subject to the license, that the software or other software combined and/or distributed with it be (i) disclosed or distributed in source code form; (ii) licensed for the purpose of making derivative works; or (iii) redistributable at no charge. Excluded Licenses include, but are not limited to the GPLv3 Licenses. For the purpose of this definition, “GPLv3 Licenses” means the GNU General Public License version 3, the GNU Affero General Public License version 3, the GNU Lesser General Public License version 3, and any equivalents to the foregoing.”

Para fomentar o debate, deixo as seguintes questões, será legal esta posição da Microsoft? Esta posição tem como intenção combater todo o software livre?

Cabe-lhe a si decidir.

  1. JRodrigues
    Fevereiro 23, 2011 às 12:55 pm

    Legal, até deve ser, uma vez que a plataforma/SO é deles. E, eles fazem o que querem, certo?

    Se queres um Windows Phone, sujeita-te ao que trás, senão: compra outro!

    Ninguém compra um Mercedes (sem querer comparar, denegrir, whatsoever) e depois, porque lhe apetece/gostava/precisava, vai instalar um sistema Quattro (da Audi)… Era bom, mas cada um em seu canto!…

    Nem a Microsoft é a Mercedes, nem os GNU são Audi, mas a ideia foi clara, não? Eles podiam ter sido mais “softs” na mensagem, sim, mas, pelo menos foram claríssimos!😀

    • Fevereiro 23, 2011 às 1:07 pm

      Certo, a plataforma é deles. Mas repara, se nós, programadores, gostarmos de partilhar o nosso conhecimento e quisermos que uma qualquer aplicação que tenhamos programado para o WP7 seja código aberto. Já não podemos publicar essa mesma aplicação no market do WP. A questão é essa, tanto Apple como a Microsoft tiram liberdade aos programadores de fazer o que querem com a aplicação que desenvolveram.

  2. JRodrigues
    Fevereiro 23, 2011 às 1:17 pm

    Pois, mas Luís, aqui a questão creio que se prenderá com um pequeno “pormenor” (tipicamente Microsoft, assim como qualquer outra empresa/instituição):
    – queres fazer? Tudo bem! Compra a nossa ferramenta (paga) de desenvolvimento, e já corre!…

    Eu estou do teu lado: deveria ser “aberto”.
    Mas, se te puseres dentro da Microsoft, tens de concordar com isso: “vendemos o SO, vendemos a ferramenta de desenvolvimento, partilhamos conhecimento (sobre essa ferramenta). se os developers venderem, ou derem, as suas aplicações, isso já é problema deles..”

    Ou estarei muito errado? Já há muito que, infelizmente, deixei a programação em stand-by… daí poder estar a dizer uma asneirola medonha!😀

    • Fevereiro 23, 2011 às 1:25 pm

      Sim claro, não estás errado. Eu diria que ambos estamos correctos.🙂 Ao meu ver é de lamentar a posição das grandes empresas relativamente ao open-source, mas enquanto elas tiverem o “pão e o queijo” na mão, não podemos fazer muito.

      • JRodrigues
        Fevereiro 23, 2011 às 1:28 pm

        LOL
        Claro que podes! Vais de autocarro! (usando a comparação que fiz em cima!)

        Abraço

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