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Leitura de Almoço III

Boas.

Hoje, na Leitura de Almoço temos mais notícias e situações insólitas.

Percorrendo o caminho da estupidez

No programa  “Jornal da Noite” da SIC desta semana, Miguel Sousa Tavares comentou o seguinte sobre a proibição das touradas na Catalunha: “É o caminho da estupidez”.

Não entendo, a sério. A tourada é a uma actividade claramente sadista. Para quem não concorda, que reflicta por um momento sobre a essência da tourada. Esta consiste em um animal, nomeadamente o touro, ser objecto de brincadeira para os forcados e toureiros com a sua muy bela capa vermelha e este último ainda tem o direito de o ir ferir a pouco e pouco até que se canse e lhe dê o derradeiro golpe. E o povo delira! Grita e aplaude a grandiosidade e heroísmo do toureiro que tanto sofrimento causou ao pobre animal.

Para acabar o raciocínio sugiro que imaginem o inverso da tourada, o homem no lugar do animal, o qual eu teria uma certa curiosidade em observar, só para ter a certeza que os amantes desse “desporto” ainda mantinham o amor à camisola.

Imaginem, o toureiro, o grande campeão nas suas belas vestes com a sua bela capa a enfrentar outro toureiro, aquele menos capaz, que não merece ser chamado de herói ou campeão e aquele que irá em breve morrer e ninguém tem pena.

Este começa o espectáculo humilhando-se completamente ao correr desenfreadamente contra o grupo de forcados, não porque fica furioso com as provocações, já que é um ser racional, mas apenas porque é assim que o espectáculo se desenrola. Depois, o momento alto da noite: Campeão VS “toureiro fraquinho”. Basicamente, o Campeão mata o toureirito durante a próxima meia-hora espetando-lhe várias lanças e dando-lhe o golpe de misericórdia. Podia ter descrito muito mais, mas seria desagradável para o leitor. Gostava que os amantes das touradas pudessem experimentar o lugar do “toureiro fraquinho” para receberem o sadismo em primeira mão e em alta definição.

Mas entenderam como a Catalunha evoluiu finalmente? A tourada é uma actividade completamente venerada. Cometer atrocidades quer seja contra humanos ou animais é crime um pouco por todo o mundo. A tourada é uma atrocidade pública, permitida pela lei simplesmente porque é uma “tradição”. Os tempos mudam e as tradições também têm que o fazer, esta merece ser extinta.

Os fãs das touradas que ainda queiram argumentar “ai e tal, os touros também morrem no matadouro”, digo-vos isto: sim, é verdade, mas é apenas um momento, não um evento nacional de uma hora ou mais.

Isto é o que eu queria salientar sobre a tourada.

Agora, sobre o comentário do Miguel Sousa Tavares, este argumentou que é o caminho da estupidez visto que é um ataque à democracia, simplesmente só vai às touradas quem quer.  Ah ah!, que piada. Como este senhor é um santinho. Só mata quem quer e no entanto, quem o faz, não é aplaudido, vai direitinho para a prisão.

Mas a festa continua, de seguida argumenta, “se proibimos umas coisas, proibimos outras!”. E que exemplo ele deu? Conseguem adivinhar? Não? Ele disse que devíamos proibir mais a “Casa dos Segredos” do que a tourada. É verdade que esse programa é uma verdadeira tourada e uma tortura intelectual, mas ninguém é torturado fisicamente e o vencedor não é morto no final e transformado no repasto de umas quantas pessoas. É um argumento simplesmente idiota, para esse problema há a mais simples solução, os botões do comando da tv. Eu tenho televisão em casa e nem vejo a TVI sequer, entretenho-me a ver “Top Gear” e “American Dad”. Porquê? Porque o comando da tv funciona e faço uso dele. Como no sketch dos Gato Fedorento, “Muuuuuuito simples, mas do caraças!!”

As comparações ridículas continuam por aí a fora em grande. Vejam vocês no link abaixo as parvoíces que ele continua a dizer, porque comentar cada estupidez deste comentador dá mais trabalho que gerir uma grande empresa.

http://aeiou.expresso.pt/proibicao-de-touradas-e-o-caminho-da-estupidez=f676502

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Português descobre o “sensor” que pode controlar a obesidade

possibilidade de conseguir que os humanos percam peso sem recorrer a intervenções cirúrgicas é admitida através de uma investigação realizada por um médico português publicada, esta quarta-feira, numa revista internacional da especialidade.

Com o trabalho que desenvolveu ao longo de dois anos na Universidade de Duke, nos Estados Unidos, o médico Albino Oliveira-Maia, 33 anos, conseguiu provar que existe algo semelhante a um sensor no abdómen dos ratos usados na experimentação que interfere directamente nas quantidades de açúcar (glicose) que chegam ao cérebro.

 Injectando glicose na veia-porta, situada no abdómen dos animais, provou-se que o seu cérebro reagia mais ao estímulo dos açucares, libertando mais dopamina (molécula do prazer) do que se a administração fosse feita, por exemplo, na veia jugular, como foi o caso, relatou o cientista à agência Lusa.

Fica-se assim a conhecer o mecanismo pelo qual poderá, admite-se, vir a ser possível interferir no processo de reacção do cérebro ao açúcar e, consequentemente, poder evitar a sensação de prazer proporcionada pela ingestão de alimentos que potencia a obesidade.

Albino Oliveira-Maia realça que se trata de “um pequeno passo” que ajuda a conhecer um mecanismo de funcionamento do organismo, mas até agora só testado em laboratório com ratos.

“Como sempre, a investigação biomédica é feita com base em pequenos passos” que têm que ser confirmados, salvaguarda o médico, a trabalhar actualmente na Fundação Champalimaud e no Hospital S. Francisco Xavier, também em Lisboa, onde está a fazer a especialidade (internato) em psiquiatria.

Este trabalho surge depois de outro publicado em 2008 onde o investigador conseguiu determinar que o estímulo da glicose no cérebro dos ratos acontecia à margem dos sentidos clássicos, neste caso do paladar, já que fez a experiência com ratos manipulados geneticamente de modo a perderem o sabor.

O cientista sustenta que faz sentido que exista uma espécie de sensor na veia-porta que reporte para o cérebro o aumento de açúcar no sangue – incrementando a resposta cerebral aos nutrientes que consumimos – já que é por ela que se encaminha o resultado do processo digestivo para a rede sanguínea.

O resultado da investigação do cientista português, que trabalhou entre 2005 e 2010 na Universidade de Duke, foi divulgado na publicação internacional electrónica PLoS ONE.

in http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=2023917&page=-1

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Ontem, foi o 20º aniversário da morte do artista Miles Davis. Aqui fica uma grande música em homenagem a essa lenda do Jazz.

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